Fantasmas da Análise sintática 7) O que é um "se" apassivador?

Um “se” apassivador é aquele que consegue formar uma voz passiva, isto é, ele altera a estrutura sintática da oração de tal modo que o sujeito, em vez de praticar a ação, a sofre.

Primeiro, vamos aprender o que é voz passiva.

1)    “O carro atropelou a moto.”

“O carro” é o sujeito da oração que tem como verbo “atropelar”. Ele pratica a ação de “atropelar”. Este verbo, por sua vez, é transitivo direto, ou seja, seu complemento é o termo que sofre a ação: “a moto”. Essa é a Voz Ativa.

A mesma mensagem poderia ser transmitida por meio de uma estrutura diferente:

2)     “A moto foi atropelada pelo carro.”

 “A moto”, que, na frase 1, era o objeto direto, é, agora, o sujeito, ou seja, continua sofrendo a ação, mas, agora, é o sujeito. Note que a forma verbal está construída de maneira diferente. Recebe um verbo auxiliar, no caso “ser”, na forma de passado “foi”, a que se soma o particípio do verbo principal, “atropelada”. Finalmente, o sujeito da oração 1 ganha o auxílio da preposição “por” e indica o termo que pratica ação; por isso, chama-se agente da passiva. Essa é a maneira como se forna a voz passiva no seu modelo mais tradicional, a passiva verbal ou analítica.

3)    Venderam a moto.

Note que, nesse exemplo, não aparece o agente da ação de “vender”. Diz-se que o sujeito é indeterminado. Não sabemos quem a vendeu. Sabemos, porém, que “a moto” é o objeto direto do verbo transitivo direto. Ela sofre a ação. A estrutura é ativa, pois o sujeito, mesmo indeterminado, foi alguém que praticou a ação.  

4)    Vendeu-se a moto.

O emprego do “se” muda a estrutura sintática do exemplo. Agora, diz-se que “a moto” é o sujeito, e a voz usada é passiva. Esse é o “se” apassivador. Faz a transformação da frase ativa em passiva. Note que, em relação à anterior, existe a mesma indeterminação do agente. Não sabemos quem a vendeu, mas sabemos o que foi vendido, “a moto”. A mensagem é igual à da 3, embora a estrutura seja diferente. Dizer “vendeu-se a moto” é o mesmo que dizer “a moto foi vendida”. Assim, comprova-se que o “se” é o elemento formador da voz passiva.

Isso, no entanto só ocorre com verbos que pedem objeto direto, isto é, o termo que, na voz ativa, sofre a ação. Veja outro exemplo

5)    Deram-se outros motivos aos atrasados.

Mais uma vez, não identificamos o agente. Não sabemos quem lhes deu os “motivos”. Vemos que “outros motivos”, termo no plural, que sofre a ação (de “ser dado”), é o sujeito; por isso, o verbo está no plural. Se o sujeito sofre a ação, a estrutura é de voz passiva. O verbo “dar” é transitivo direto e indireto, tendo sido o seu objeto direto transformado em sujeito paciente, o que sofre a ação. O objeto indireto – “aos atrasados” – continua sendo objeto indireto.

Muitos confundem esse “se” apassivador com um outro a que chamamos “indeterminador”. Na verdade, poderíamos dizer que é o mesmo “se”, que apenas foi usado num “ambiente” diferente, isto é, com um verbo que apenas não pede objeto direto.

6)    Depende-se de ajuda maior.

É... parece igual, pois também não identificamos o agente da ação. Mas, como não houve um objeto direto (na ativa) que pudesse ser o sujeito (da passiva), o “se” não consegue formar a voz passiva. O que ele apenas conseguiu fazer foi indeterminar o agente, que seria o sujeito da voz ativa. Ou seja, ele não formou uma voz passiva, apenas indeterminou o sujeito, daí o seu nome: “indeterminador”.

Isso ocorre sempre que não houver objeto direto pedido pelo verbo. Veja com esse verbo intransitivo.

7)    Ainda se morre de fome neste país...

Agora, percebe-se novamente que o sujeito é indeterminado, já que não se faz alusão a um sujeito, mas, sim, a uma ação contida no próprio verbo. É consequência do “se” indeterminador. Veja que os dois adjuntos adverbiais continuam com suas noções circunstanciais, de causa (“de fome”) e lugar (“neste país”).  

Mais um exemplo:

8)    Nem sempre se é feliz.

Temos, agora, a ocorrência de um “se” junto a um verbo de ligação. Novamente, aparece um sujeito indeterminado, já que não se faz referência específica a alguém. Curiosamente, o predicativo do sujeito – “feliz” – se refere a esse sujeito indeterminado. A expressão “nem sempre” é um adjunto adverbial de tempo com marca negativa.

Agora, vamos aprender a classificar os dois “se”:

Caso 1 – “se” apassivador => empregado junto a verbos que pedem objeto direto (TD e TDI); indetermina o agente e transforma o OD em sujeito paciente; forma voz passiva. Cuidado com a concordância, pois o sujeito é, agora, o termo, normalmente, posposto.

9)    Consideram-se as duas opções.

Voz passiva formada pelo “se” apassivador, já que o verbo é transitivo direto. Equivale a “As duas opções são consideradas”. O verbo, no plural, concorda com o sujeito posposto.

Caso 2 – “se” indeterminador => empregado junto a verbos que não pedem objeto direto (TI, Intransitivo e verbos de ligação); indetermina o agente, que é o sujeito; as outras funções se mantêm, e continua a voz ativa.

10)  Pensou-se em todas as opções.

Voz ativa, com sujeito indeterminado pelo “se” (indeterminador). O termo “em todas as opções” é o objeto indireto, e o verbo permanece no singular.  

Fantasmas da Análise sintática 6) “Ser” e “estar” são verbos de ligação?

Mestre, “ser” e “estar” só podem ser verbos de ligação?

Para começar, vale lembrar que a predicação verbal é uma propriedade oracional; assim, o verbo deve ser identificado de acordo com a oração em que ele aparece.

Esses dois verbos, ao lado de outros, como “ficar”, “parecer” e “permanecer”, são listados, erradamente, como verbos de ligação, como se assim fossem sempre.

Na verdade, o que caracteriza os verbos como de ligação é a perda da ideia de ação, só restando a eles indicar um estado. Por isso, são considerados como elementos de ligação, com uma noção semântica secundária.

Eles acabam fazendo parte de uma lista, porque, hoje, o seu uso mais corrente, é exatamente, nessa situação em que perdem a característica nocional, isto é, de indicar uma ação.

Vamos ver dois exemplos com o verbo “ser”.

1)   “A nossa independência foi em 1822.” – esse é o verbo “ser” numa indicação nocional, ou seja, indicando uma ação, que ocorreu “em 1822”. Esse termo é um adjunto adverbial de tempo, já que tem uma informação ligada ao verbo. Podemos entender o verbo “ser” como sinônimo de “ocorrer”. Apenas ele se refere ao sujeito.

 2)   “A nossa independência foi curiosa.” – agora, o “ser” aparece no seu uso mais comum, como verbo de ligação, indicando um estado, “curioso”, que é o predicativo do sujeito. Aliás, essa é uma estrutura fixa: “sujeito + VL + predicativo do sujeito”. É o nome, um adjetivo, que faz uma referência ao sujeito.

Veja, agora, que acontece o mesmo com o verbo “estar”.

3)   “A família está em Montreal.” – esse é o verbo “estar” numa indicação nocional, ou seja, indicando uma ação, o ato de “estar”, que é seguido por “em Montreal”. Esse termo é um adjunto adverbial de lugar, uma função ligada ao verbo. Nesse caso, temos um predicado verbal, pois só o verbo se relaciona com o sujeito.

4)   “A família está preocupada.” – nesse exemplo, o “estar” aparece no seu uso mais comum, como verbo de ligação, indicando um estado, “preocupada”, que é o predicativo do sujeito, obedecendo à estrutura conhecida como predicado nominal.

Não se esqueça! Não há lista alguma! Tem-se de analisar o que ocorre em cada exemplo.

Mais três exemplos:

5)   “Os jovens continuam o trabalho.”

6)   “Os jovens continuam na escola.”

7)   “Os jovens continuam animados.”

Só o último “continuar” é de ligação, uma vez que não indica ação alguma. É o adjetivo “animados” que se relaciona com o sujeito, cabendo ao verbo apenas o papel de ligação entre o sujeito e o predicativo.

Nos exemplos 5 e 6, existe a ação de “continuar alguma coisa ou em algum lugar”. O verbo da frase número 5 é transitivo direto (“continuar alguma coisa”), sendo “o trabalho” o objeto direto. No exemplo número 6, o verbo é intransitivo e o termo ”na escola” é um adjunto adverbial de lugar.

Fantasmas da Análise sintática 5) Coordenação e subordinação ao mesmo tempo

Pergunta de uma aluna:

No período “O menino sabia que a oportunidade chegaria, mas era difícil aguardá-la”, eu entendo bem que a oração (1) é a oração principal da segunda oração, mas tenho dificuldade de entender que a terceira oração é, além de coordenada assindética à segunda, subordinada à oração (1). Para mim, ela só teria uma relação de coordenação com a segunda.

É uma dúvida comum, que acontece por compreensão errada da estrutura do período, o que ocorre com mais frequência com alunos que aprenderam mal a análise do período.

Comecemos lembrando como se faz a divisão:

1)      Sublinhe os verbos!

“O menino sabia que a oportunidade chegaria, mas era difícil aguardá-la.”

2)      Há 4 verbos, logo 4 orações. Marque, agora, os conectivos ou palavras de ligação!

“O menino sabia que a oportunidade chegariamas era difícil aguardá-la.”

3)      Dois! Parece faltar um! Coloque colchetes de abertura no início do período e antes dos conectivos, início das orações, e numere-as!

[(1) “O menino sabia [(2) que a oportunidade chegaria, [(3) mas era difícil aguardá-la.”

4)      Comece a fazer uso dos colchetes de fechamento, sabendo que cada verbo tem de ficar em uma oração! Veja que, no final, há duas orações, embora não haja conectivo. Vendo que “difícil” está ligado ao verbo “ser”, tem de ocorrer fechamento e abertura antes de “aguardá-la”.  

[(1) “O menino sabia] [(2) que a oportunidade chegaria],[(3) mas era difícil] [(4) aguardá-la.”]

5)      Como o último verbo está no infinitivo, não é necessária a palavra de ligação. Passemos a ver, agora, a estrutura sintática. A primeira oração tem um sujeito (“O menino”) e um verbo transitivo direto (“sabia”; logo, precisa-se de objeto direto. “Sabia o quê?

6)      Raciocine! “Sabia duas coisas, “que a oportunidade chegaria e que era difícil aguardá-la.” Troquei o “mas” por “e que”, para lhes mostrar que a oração 3, também, completa o verbo TD “sabia”. Usando o artifício de substituir as orações 2 e 3 por “isso”, ficaria assim:

“O menino sabia isso (que a oportunidade chegaria) e isso (que era difícil aguardá-la.”)

7)      Veja de outra forma. Se tirássemos a segunda, a terceira completaria, também, o verbo “saber”:  

(1)   O menino sabia/ (2) que a oportunidade chegaria... 

Tirando-a:

(2)   O menino sabia/  (3) que era difícil /(4) aguardá-la.

 8)      Tirei o “mas” porque ele só serve à coordenação. Incluí o “que” porque, no texto original, ele não aparecera, para que não houvesse a repetição. São noções e propriedades semânticas, que acabam “atrapalhando” a análise sintática. 

9)      As orações 2 e 3 servem como objetos diretos do verbo “saber”. Foi usado o “mas” a fim de caracterizá-las como opostas.

10)  A última relação sintática acontece na situação da oração 4, uma oração reduzida, porque tem seu verbo no infinitivo e não tem palavra de ligação,  que é o sujeito da 3. Veja que a terceira tem um verbo de ligação e um predicativo, o adjetivo “difícil”; por isso, ela é o seu sujeito.   

11)  Fica assim a classificação das orações:

1)      Principal da 2 e da 3 (porque a 2 e a 3 lhe servem como objetos diretos; mas não da 4, já que a 4 não tem relação direta com ela, ou seja, não é função dela)

2)      Subordinada substantiva objetiva direta à 1 (porque ela é objeto direto de “sabia”) e coordenada assindética à 3 (por ter a mesma principal e a mesma função da 3 e por não ter qualquer conjunção coordenativa)

3)      Subordinada substantiva objetiva direta à 1 (porque ela também é objeto direto de “sabia”), coordenada sindética adversativa à 2 (por ter a mesma principal e a mesma função da 2; além de ter a conjunção coordenativa adversativa “mas”) e principal da 4 (por ter a 4 como seu sujeito).

4)      Subordinada substantiva subjetiva à 3 (por ser o sujeito de “é difícil”)

Fantasmas da Análise sintática 4) Verbo sendo sujeito

Pergunta de uma aluna:

Mestre, em “Navegar é preciso”, o sujeito não é simples? Mas não é uma palavra só?

Antes de tudo, é bom saber que essa famosa frase foi dita, pela primeira vez, segundo o historiador Plutarco, pelo general romano Pompeu, quando incentivava seus homens a enfrentarem o mar bravio e cheio de assaltantes com a missão de levar alimento ao povo romano num momento de crise. Vale lembrar que “preciso”, nessa frase, ao contrário do que muitos pensam, se trata do adjetivo equivalente a “exato”, “sem erros”, “sem imprecisões”.

É... Sua dúvida tem certa procedência. Afinal, o sujeito de “é preciso” é “navegar”, o núcleo é a palavra “navegar”, um vocábulo somente; então, deveria ser um sujeito simples.

A Nomenclatura Gramatical Brasileira, porém, dividiu o sujeito em quatro tipos: simples, composto, oracional e indeterminado, além de observar que pode haver orações sem sujeito.

O que ocorre nesse período é que existem dois verbos: “navegar” e “é”. O sujeito de “é” é a ação “navegar”. Veja só: O que é preciso? E a resposta vem clara: “Navegar” (só um infinitivo) ou “que se navegue”. Como é um verbo, sabemos que é uma oração. A NGB preferiu chamá-lo de oracional, isto é, a função de sujeito do verbo “ser” é exercida por uma oração reduzida de infinitivo: “Navegar”. Se tivéssemos a opção “Que se navegue”, ela estaria na forma desenvolvida, ou com a conjunção.

É bom saber que, sendo uma oração, “navegar” também deve ter um sujeito, que deve ser considerado indeterminado, ou seja, é aquele caso não explicitado na Gramática Tradicional, em que o verbo está no infinitivo sem flexão, não indicando, assim, um agente da ação. É uma referência geral, isto é, a todos e não a alguém específico.

Turma 20 do Curso à distância de Formação em Revisores

Estamos confirmando a 20a turma do "Curso à distância de Formação em Revisores e Atualização em Língua Portuguesa", que, assim, contempla uma larga revisão do programa de Língua Portuguesa, incluindo Ortografia, Pontuação, Conjugação verbal, Coesão e coerência, Concordância, Regência, Crase, Emprego de pronomes relativos, demonstrativos e pessoais, e outros mais.
Esta turma começará em 2/7, com uma pré-aula, em que falaremos do uso do Skype para os encontros on-line (que podem ser gravados), mostraremos o calendário e os itens do programa e explicaremos toda a dinâmica dos exercícios e avaliações.
A Aula 1 está marcada para o dia 9/7, e o curso se estende até a segunda semana de setembro. O investimento é baixo, apenas R$ 300 para 11 encontros, mais de 350 slides, cerca de 600 exercícios com gabaritos e comentários, além de 10 avaliações corrigidas e, também, comentadas.
Outras informações podem ser encontradas no site <www.professorozanirroberti.com.br>, na página "Cursos" e no blog (matéria de 1/6).
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Qualquer dúvida, faça contato.
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Ozanir Roberti

Fantasmas da Análise sintática 3) Transitividade ou predicação verbal

Pergunta de um “concurseiro”

Na construção “Nunca produzimos nem vendemos tanto. Nós não sabemos se rimos ou se choramos”. Qual seria a transitividade destes verbos? 

No gabarito está que existe apenas um verbo transitivo. Existe uma outra opção que afirma que apenas os dois primeiros são intransitivos. A aluna colocou esta opção, e o professor do cursinho deu como errado colocando o gabarito como “há apenas um verbo transitivo”.

Não sei de onde veio tal questão, nem a resposta adequada. O fato é que as opções citadas não correspondem à verdade.

Os dois primeiros (“produzir” e “vender”) são transitivos diretos, apenas o objeto direto dos dois é o mesmo, por isso não o repetimos: “Nunca produzimos tanto nem vendemos tanto.” Veja que poderíamos dizer “Nunca produzimos tantos bens nem vendemos tantos bens.”

O terceiro, “saber”, também é TD, sendo seus ODs as orações seguintes: “se ri ou se chora”, coordenadas entre si.

Os dois últimos (“rir” e “chorar”) são intransitivos, não precisam de qualquer complemento.

A verdade, porém, é um pouco mais complicada, já que a predicação verbal pode variar conforme o texto em que o verbo aparece. Entenda isso, usando os exemplos abaixo;

1)      A menina canta o Hino Nacional com emoção.

2)      A menina canta bem!

Percebam que, no exemplo 1, o verbo “cantar” tem um complemento objeto direto “o Hino Nacional” e um adjunto adverbial “com emoção” (= “emocionadamente”). No segundo período, o verbo “cantar” vem acompanhado apenas de um adjunto adverbial de modo. Assim, o primeiro “cantar” é transitivo direto, e o segundo, intransitivo.

Fantasmas da Análise sintática 2) Ainda um caso com "o que"

Mais um caso com “o que”:

“Seus sentimentos são alheios ao que penso sobre ela.”

É certo que o “o”, que aparece combinado à preposição “a”, é o complemento nominal do adjetivo “alheios”?

É mais ou menos isso. Na verdade, o complemento nominal do adjetivo “alheios” é “ao que penso sobre ela”, cujo núcleo é o pronome substantivo demonstrativo “o”, precedido pela preposição “a”, regida pelo adjetivo “alheios”. A oração iniciada pelo pronome relativo “que” especifica o “o”, sendo, portanto, parte da função complemento nominal.

Na análise tradicional de orações, a divisão ocorreria entre o “o” e o “que”, e a oração do “o” seria a principal, enquanto a do “que” seria subordinada adjetiva restritiva.  

Em termos de funções sintáticas, no entanto, a análise é bem simples:

“Seus sentimentos (sujeito) são (verbo de ligação) alheios (núcleo do predicativo do sujeito) ao que penso sobre ela (complemento nominal).”

Análise sintática - fantasma 1: o caso do "o que"

FANTASMA 1 - O caso do “O QUE”

Pergunta de uma aluna:

“Na construção ‘O que fiz estava certo’, qual seria a função do ‘O’? Eu vi, no gabarito de uma prova, a afirmação de que este ‘O’ seria um sujeito. Procede? Achei estranho.

É sim.

A dificuldade de análise está na construção com o pronome substantivo demonstrativo “o”, seguido do relativo “que”.

São duas orações, já que há dois verbos. A divisão do período em orações seria assim: [“(1) O [(2) que fiz] estava certo.”]. Teríamos, então, o sujeito “O [(2) que fiz]”, com o pronome demonstrativo “o” equivalendo a “aquilo”, [“(1) Aquilo [(2) que fiz] estava certo.”] e sendo o núcleo do sujeito.

Seu predicado é “estava certo”. Confirma-se com a clássica perguntinha: “O que estava certo?” E a resposta surge sem dúvida: [“(1) O [(2) que fiz]...”  

A segunda oração, [(2) que fiz], funciona como um adjunto adnominal do núcleo do sujeito, especificando “qual aquilo” ou “qual o” estava certo.

Lembramos que sujeito e outras funções sintáticas são apenas termos que estruturam os segmentos oracionais, e, por isso, nem sempre são entendidos, em sua clareza, do ponto de vista semântico.

Até o próximo “fantasma”! 

Turma 19 do Curso à distância de Formação em Revisores

Estamos confirmando a 19a turma do "Curso à distância de Formação em Revisores e Atualização em Língua Portuguesa", que, assim, contempla uma larga revisão do programa de Língua Portuguesa, incluindo Ortografia, Pontuação, Conjugação verbal, Coesão e coerência, Concordância, Regência, Crase, Emprego de pronomes relativos, demonstrativos e pessoais, e outros mais.
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Ozanir Roberti

Turma 19 do Curso à distância de Formação em Revisores

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Ozanir Roberti

Turma 6 do Curso de Atualização em Análise sintática

Lançamento da 6a turma do Curso de Análise sintática (agora à distância)

Nossa próxima turma - a 6a - do "Curso à distância de Atualização em Análise sintática" terá início em 24 de abril de 2019. Serão, conforme programa e calendário, 10 semanas, com módulos definidos a cada período - slides, exercícios de fixação, gabaritos e testes.

Tal intervalo semanal é para o amadurecimento do aprendizado, feitura dos exercícios, conferência do gabarito e realização da prática de análise individualizada, corrigida e avaliada a cada segmento.

Além disso, haverá, a cada semana, uma hora de aula por skipe, com horário previamente determinado - a princípio, quartas-feiras, às 19h (horário de Brasília). Essas aulas podem ser gravadas.

Caso haja necessidade de algum esquema especial, para suprir uma perda ou urgência, podemos estudar uma mudança e conferir um tratamento diferenciado.

O investimento está definido em R$ 300, quitado por meio do PagSeguro, que será ativado no próximo dia 4/4, ou depósito bancário. As matrículas se estenderão até o dia 17 de abril ou quando se encerrarem as vagas.

Fique à vontade para me escrever (<contato@professoozanirroberti.com.br>) a fim de obter outras informações.

Abraços.

Ozanir Roberti

O verbo "costumar" e a locução verbal

Pergunta

 Boa noite, professor.

Dúvida:

Na construção: “Ele levantou duas objeções que geralmente se costumam fazer.”

O sujeito de “COSTUMAM FAZER” é o “QUE”?

Resposta e explicação

Deve-se seguir a primeira análise.

Considerando "costumam fazer" como locução verbal, o que é muito comum na língua falada, a resposta seria “sim”, e a explicação é a seguinte: como o verbo principal, “fazer”, é transitivo direto, a presença do “se”, atuando como apassivador, transforma o OD em sujeito passivo. Equivale a:

“Ele levantou duas objeções / que geralmente costumam ser feitas.”

O pronome relativo “que” retoma “duas objeções”, e a leitura da segunda oração seria “duas objeções costumam ser feitas”

A maioria dos livros e dicionários costuma não recomendar essa linha de análise.

Vamos a uma segunda análise:

Não é a que se deve seguir, pois teria de imaginar um erro de concordância verbal.

A outra opção que poderia ser considerada é a impossibilidade de o verbo “costumar” formar a locução verbal (mais comum em livros e dicionários), o que o obrigaria a vir o singular:

“Ele levantou duas objeções / que geralmente se costuma / fazer.”

Então, o sujeito de “costumar” seria a oração seguinte (a do verbo “fazer”). Sendo um sujeito oracional, justifica-se o “costumar” na 3ª. pessoa do singular. E o pronome relativo “que” ainda retomaria “duas objeções”, agora, como objeto direto de “fazer”. Veja que a leitura seria a seguinte: “geralmente se costuma fazer duas objeções”. 

Um pouco de fonologia, para não iniciados

 Pergunta:

 

A minha filha está com uma tarefa do colégio, cujo enunciado pede ao aluno que "prove a existência da vogal" (cada uma delas) em certas palavras.

Eu te confesso que não lembro como fazer isso e não consigo explicar como fazê-lo.

Como exemplo, o professor usou as palavras "meu", "papai" e "trabalho".

Alguma sugestão de bom material de consulta que possa ajudar?


Resposta e explicação:

 

Vogal é elemento silábico, isto é. o número de vogais é igual ao número de sílabas da palavra.

Assim, "meu", que tem uma sílaba, só apresenta uma vogal, o /e/ ou /ê/, representado pela letra "e". Vale saber que a letra "u" indica a existência de um outro fonema de natureza vocálica (mas que não forma sílaba), que tem a representação fonológica /w/, o qual é, na verdade, quase uma vogal, ou seja, uma semivogal. Essa é a posterior, pois a língua, na hora da pronúncia, recua.

Em "papai", temos duas sílabas, então duas vogais /a/, um átono (fraco), o primeiro, e outro tônico (forte), além de uma semivogal anterior (a língua, nesse caso, avança) indicada pelo "i" (na realidade, representando o som /y/, algo que é quase um "i", mas não chega a formar uma nova sílaba).

Finalmente, em “trabalho”, encontramos três sílabas: na primeira, a vogal /a/ fraca (átona), na segunda, outra vogal /a/ forte (tônica), e, na última sílaba, a letra “o” representa outra vogal (afinal, forma sílaba), que pode ser pronunciada, dependendo da região do Brasil, como /o/ ou /u/, já que isso não altera o significado da palavra.

Lançamento da 18a turma do Curso de Formação de Revisores (agora à distância)

Nossa próxima turma - a 18a - do "Curso de Formação em Revisores", segunda à distância, terá início em 7 de março de 2019. Serão, conforme programa e calendário, 10 semanas, com módulos definidos a cada período - slides em Power point, exercícios de fixação, gabaritos e teste.

Tal intervalo semanal é para o amadurecimento do aprendizado, feitura dos exercícios, conferência do gabarito e realização da prática de revisão individualizada, corrigida e avaliada a cada segmento.

Além disso, haverá, a cada semana, uma hora de aula por Skype (gravada), com horários previamente determinados - a princípio, quintas-feiras às 19h, no horário de Brasília.

Caso haja necessidade de esquema ou atendimento especial, para suprir alguma perda ou urgência, podemos estudar uma mudança e conferir um tratamento diferenciado.

O investimento está definido em R$ 300, quitado por meio do PagSeguro, que já está ativado, ou por depósito bancário, mediante pedido dos dados. As matrículas se estenderão até o dia 6 de março ou quando se encerrarem as vagas.

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Abraços.

Ozanir Roberti

Curso de Análise sintática (à distância)

Lançamento da 5a turma do Curso de Análise sintática (agora à distância)

Nossa próxima turma - a 5a - do "Curso de Análise sintática ", primeira à distância, terá início em 11 de fevereiro de 2019. Serão, conforme programa e calendário, 10 semanas, com módulos definidos a cada período - slides, exercícios de fixação, gabaritos e teste.

Tal intervalo semanal é para o amadurecimento do aprendizado, feitura dos exercícios, conferência do gabarito e realização da prática de revisão individualizada, corrigida e avaliada a cada segmento.

Além disso, haverá, a cada semana, uma hora de aula por skipe, com horário previamente determinado - a princípio, segundas-feiras às 19h e, se necessário, quartas-feiras às 19h, também no horário de Brasília.

Caso haja necessidade de esquema especial, para suprir alguma perda ou urgência, podemos estudar uma mudança e conferir um tratamento diferenciado.

O investimento está definido em R$ 300, quitado por meio do PagSeguro, que será ativado no próximo dia 30/1, ou depósito bancário. As matrículas se estenderão até o dia 10 de fevereiro ou quando se encerrarem as vagas.

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Abraços.

Ozanir Roberti

A vírgula e a pausa

Pergunta do meu amigo Luís Santoro, professor e locutor de TV e rádio, autor de “dicas” importantes de língua portuguesa.

Amico!! Tudo bem? Por favor, me esclareça uma dúvida. O SporTV faz uma chamada sobre games e escreve: "Quem joga entende". Não deveria haver uma vírgula depois do 1º verbo?? Ou não é obrigatória??

Grazie. Abbraccio e Felice Anno Nuovo!

 Olá, amigo Não existe a vírgula. Na verdade, melhor dizendo, não se precisa dela. Veja que são dois verbos em sequência, mas não formam locução verbal, já que o segundo não está numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio). Isso indica, na hora da fala, a necessidade da pausa entre eles. É uma pausa que não se marca com a vírgula por não ser ela necessária.

É verdade: não se espante! Ao contrário do que diz a "sabedoria popular”, não são as pausas que marcam as vírgulas, mas, sim, vírgulas que marcam pausas.

Ademais, a própria regra diz que "não se separa sujeito de verbo", e "Quem joga" é o sujeito de "entende".

Abbraccio! Tenha também um feliz 2019!

Solução e explicação do Desafio número 11:

 A frase apareceu numa matéria do GLOBO no dia 25/12, na reportagem “Receitas contam as histórias que fronteiras não puderam parar”.

É uma referência ao fotógrafo argentino Francisco Gentico.

“Eu sinto que cada um deles me respeita, cuida de mim e me alimenta como um irmão e como mãe” - diz Gentico.

Na verdade, devido à noção de paralelismo, a melhor construção deveria ter um artigo antes de “mãe”, mas, mesmo assim, vamos ao comentário.

A ambiguidade está no fato de não aparecerem os predicados das orações iniciadas pela conjunção “como”.

Poderiam ser “como um irmão e como mãe “, isto é, “como um irmão me alimenta e como mãe me alimenta”. Essa seria a primeira leitura possível.

A outra seria: “como cada um deles alimenta um irmão e como cada um deles alimenta a mãe”.

Pelo sentido do início do período e pela reportagem completa, percebe-se que a segunda leitura é a desejável.

Conseguiríamos desfazer tal ambiguidade de duas formas:

a)   Com horríveis repetições:

“Eu sinto que cada um deles me respeita, cuida de mim e me alimenta como alimenta um irmão e como alimenta mãe” - diz Gentico.

 b)   com o recurso ao objeto direto preposicionado, uma das razões do uso da preposição com esse complemento que, a princípio, não precisa dela:

“Eu sinto que cada um deles me respeita, cuida de mim e me alimenta como a um irmão e como à mãe” – diz Gentico.

`Veja que, na segunda, se usou o artigo “a”, daí o acento grave.

Desafio número 11

Em vista do lançamento da 17ª turma do Curso de Formação em Revisores (informações no site: www.professorozanirroberti.com.br), seguem as perguntas: você consegue ver a ambiguidade na tradução abaixo? Saberia como resolvê-la de um modo bem simples e eficaz?

“Eu sinto que cada um deles me respeita, cuida de mim e me alimenta como um irmão e como mãe” - diz Gentico.

Mais uma vez o acento grave

Mais uma vez o acento grave

No Instagram, após a publicação de um post referente a pedidos de algumas pessoas para iniciar uma nova turma do nosso Curso de Formação em Revisores, agora à distância, surgiu uma agradável discussão entre três seguidores educados e bons conhecedores da língua portuguesa.

Alysson Franco concordou com a ausência do acento grave em “a pedidos”, que era o gancho para a necessidade do curso, mas discordou da necessidade do acento em “à distância”. Amanda Pessoa disse que devia ser com acento mesmo para evitar possível ambiguidade. E Marcel Cruz considerou que as explicações (da Amanda e minha) não convenceram.

Vamos por partes. Não se deve confundir crase com acento grave. Este serve para marcar a ocorrência daquela, quando ela for sintática, isto é, consequência da regência nominal ou verbal, mas não existe reciprocidade. A saber, nem todo acento grave é um caso de crase.

São três os casos de crase, ou seja, de fusão de duas vogais iguais, que se devem marcar com o acento grave:

1)      Preposição “a” com artigo “a” ou “as”:

a)   Renunciou à nova posição no partido.

b)      Dirigiu-se às lideranças da economia.

2)  Preposição “a” com pronome demonstrativo “a” ou “as”:  

c) Fez referência à de vermelho.

d) Falou diretamente às que estavam de pé.

3)  Preposição “a” com a vogal inicial dos pronomes demonstrativos “aquele(s)” ou “aquela(s)” e “aquilo”:

e) Chegarei cedo àquele lugar.

f) A ida àquela região no inverno é uma bela experiência.

g) Referiu-se àquilo como uma incongruência.

Veja que todos eles estão marcados com o acento grave.

Há, porém, certos casos em que se usa o acento grave para evitar ambiguidade. Veja-os abaixo. Não são casos de crase! Não existe a fusão de duas vogais iguais.

h) No nosso estado, está na hora de se aprender a distância.

Pode-se estar falando da diferença, por exemplo, entre práticas antigas e novas na política. Assim, vamos imaginá-la no seguinte contexto: “Práticas de corrupção empobreceram o Estado do Rio de Janeiro. Muita coisa vai mudar! No nosso estado, está na hora de se aprender a distância. Agora, vai ficar cada vez mais clara a diferença entre o futuro e o passado.”

“A distância” é o sujeito paciente do verbo “aprender”, é o que “se deve aprender”. O “a” é apenas o artigo.

i) No nosso estado, está na hora de se aprender à distância.  

Não há dúvida de que, agora, se está falando de uma modalidade de ensino. Acabou o problema! O acento grave foi o diferencial.

Acontece o mesmo nos exemplos abaixo:

j) A senhora. por total necessidade, vendeu a vista.

Pode-se interpretar que se trata da venda de um olho ou mesmo de uma casa que permite um panorama agradável. “A vista” é o objeto direto de “vender”.

k) A senhora, por total necessidade, vendeu à vista.

Mais uma vez, acabou a dúvida. Está-se falando de uma modalidade de venda. Acabou o problema! O acento grave foi o diferencial.

Tal ensinamento aparecia assim em gramáticas de Portugal e em livros brasileiros, sobre nossa língua, lá nos idos dos anos 50.

Mas a verdade é que um conjunto de situações fez-nos perder o contato com esse caso. Primeiro, o fato de que nós não fazemos diferença entre o “a” aberto e o “a” fechado, o que ocorre em Portugal. Segundo, uma solução usada pelo professor Adriano da Gama Kury agradou a muitos autores, que passaram a segui-lo. Aliás, muita gente boa ainda usa essa diferença:

l) Todos nos olhavam a distância.

É uma distância não determinada.

m) O alvo foi colocado à distância de 50 metros.

Agora, temos uma distância determinada.

Entretanto, no início deste século, com novos ventos soprando em direção à necessidade de clareza, a própria Academia Brasileira de Letras passou a recomendar a volta do acento gráfico diferencial.

Permitam-me, agora, uma frase maliciosa (e machista – desculpem-me, é só um exemplo) para concluir a necessidade de tal acento

n) Gosto mesmo é de comer à francesa, não se trata de comer a francesa.

Abraços!

Lançamento da 17a turma do Curso de Formação de Revisores (agora à distância)

Nossa próxima turma - a 17a - do "Curso de Formação em Revisores", primeira à distância, terá início em 2 de janeiro de 2019. Serão, conforme programa e calendário, 10 semanas, com módulos definidos a cada período - slides, exercícios de fixação, gabaritos e teste.

Tal intervalo semanal é para o amadurecimento do aprendizado, feitura dos exercícios, conferência do gabarito e realização da prática de revisão individualizada, corrigida e avaliada a cada segmento.

Além disso, haverá, a cada semana, duas horas de aula por skipe, com horários previamente determinados - a princípio, terças-feiras às 14h e quintas-feiras às 19h, no horário de Brasília.

Caso haja necessidade de esquema especial, para suprir alguma perda ou urgência, podemos estudar uma mudança e conferir um tratamento diferenciado.

O investimento está definido em R$ 300, quitado por meio do PagSeguro, que será ativado no próximo dia 10/12. As matrículas se estenderão até o dia 28 de dezembro ou quando se encerrarem as vagas.

Fique à vontade para me escrever (<contato@professoozanirroberti.com.br>) a fim de obter outras informações.

Abraços.

Ozanir Roberti