Solução do Desafio número 6

Na verdade, até a entrada em vigor do último Acordo Ortográfico, a palavra era escrita assim: ARGÜIMOS, o que levava à leitura /ar/güi/mos/, uma palavra trissílaba. No entanto, com o acordo, passamos a aceitar duas pronúncias: ao lado da de sempre, /ar/güi/mos/ -  escrevendo-se ARGUIMOS -, existe uma outra, que, de fato, é a que o povo prefere falar, /ar/gu/í/mos/, que deve ser escrita assim: ARGUÍMOS, com acento no "i" e quatro sílabas..    


A “wiki” envergonhada

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No outro dia, não sei exatamente o motivo, eu resolvi procurar algo na wikilivros, uma das webs que existem por aí, e, passando os olhos sem maiores cuidados, encontrei o verbete Fonemas. Qual não foi a minha grande surpresa e forte dor, quando li a explicação que começava assim:

“Quando citamos a palavra Brasil, por exemplo, estamos a emitir duas sílabas (Bra-sil) e seis fonemas. Note que numa sílaba podem haver um ou mais fonemas ...

Podem haver? Não!!! Num lugar em que se tenta ensinar língua e principalmente português, encontrar isso, é um desastre!!!

Afinal, todos sabem (ou deveriam saber...) que o verbo “haver”, com o sentido de “existir”, não tem sujeito, portanto deve permanecer na 3ª pessoa do singular:

 Note que numa sílaba pode haver um ou mais fonemas ...


A propaganda envergonhada

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No outro dia, li um longo texto que fazia propaganda sobre as excelências de uma universidade particular do Rio de Janeiro. Tudo com o objetivo de captar alunos para o seu vestibular ou outros mecanismos de acesso ao ensino superior.

Lembrei-me, então, de algo que, há muito tempo, foi motivo de discussão entre a reitoria de uma instituição de ensino e a firma de publicidade multipremiada que preparava suas campanhas.

Pode uma empresa de publicidade, em nome da criatividade, ‘agredir’ a língua portuguesa? E quando o cliente for uma instituição de ensino?

O trecho recente era o seguinte:

“Portanto, encare seus medos de frente. Decida por um futuro melhor.”

Pode-se perdoar a redundância? Ou, nas redes sociais, aparecerão aquelas perguntinhas do tipo: “já viu encarar sem ser de frente?”

É... parece-me que, nesse caso, a universidade tem de primar pela qualidade, ainda mais se ela tem um Curso de Letras!


A internet envergonhada

Pesquisando uma das mais famosas frases da nossa Constituição, nós a encontramos centenas de vezes, escrita assim:

“Todos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza.”

No entanto, o correto é:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.”

Como “perante” é uma preposição, não existe o “a” preposição; então, não há possibilidade de aparecer o acento grave.

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