Solução do desafio número 5

Ele inventou uma forma verbal...

Não existe tal conjugação!

Vamos ver o porquê.

É indicativo, pois denota certeza. Trata-se, é óbvio, de um fato pretérito, ou seja, requer um tempo passado. Vê-se, também, que é uma forma composta, pois apresenta o auxiliar “haver” (como opção, poderia ser “ter”) seguido de um particípio. Ah, sim: e está na voz passiva, daí o “sido”.

No modo indicativo, há somente quatro tempos compostos: Pretérito Perfeito, Pretérito mais-que-perfeito, Futuro do Presente e Futuro do Pretérito. Excluídos os dois últimos (futuros), pensamos nos dois outros; porém, para conjugá-los, os auxiliares ficam no Presente e no Pretérito Imperfeito, respectivamente: “tenho ou hei feito” (a segunda é bem estranha para nós, embora comuns nos outros idiomas latinos) e “tinha ou havia feito” (essas são as formas realmente usadas no português brasileiro, no lugar de “fizera”).

 Considerando a forma usada pelo presidente, a conjugação simples correspondente seria “fora recusado”. Essa existe com a desinência “-ra”, característica do mais-que-perfeito.

Perceba que há uma curiosidade nesse tempo. Nós, falantes, preferimos as formas compostas às simples. Dizemos “tinha falado”, “havia saído”, em vez de falarmos “falara” e “saíra”. Ou seja, preferimos usar a forma composta. Por isso, não nos soam estranhas.

Finalmente, a explicação para o “houvera sido recusado”, em vez de “havia sido recusado” ou “tinha sido recusado” só encontra base no desejo de ser diferente, de parecer mais culto, quem sabe, para ser mais admirado, ou respeitado...


Novo início dos cursos

1agenda-1928416_640.jpg

Estudando feriados e dias imprensados do período e ouvindo também as possibilidades de funcionamento do prédio da Estácio da Av. Pres. Vargas, 642, onde realizamos nossos cursos, resolvemos alterar as datas de início das turmas.

Aproveitamos para divulgá-las e marcar os dias de aulas seguintes: 

1) Formação em Revisores - às terças-feiras, das 13h30 às 17h

Início: 12/9 - aulas seguintes: 19/9, 26/9, 3/10, 10/10, 17/10 e 24/10

2) Análise sintática - sábados, das 8h30 às 12h

Início: 16/9 / aulas seguintes: 23/9, 30/9, 7/10, 21/10, 28/10 e 11/11

Obrigado pela confiança.

Abraços e até lá!


Solução do desafio número 4

A forma correta é:

“O jornalista argentino Martin Caparrós viajou por todo o mundo para tentar entender como e por quê a fome ainda existe, atendendo, assim, a uma curiosidade da sua mente.” 

A maioria dos autores ensina que, quando se pode substituir por “por que motivo”, ele deve ser escrito separadamente. E isso ocorre. Veja só:

“O jornalista argentino Martin Caparrós viajou por todo o mundo para tentar entender como e por que motivo a fome ainda existe, atendendo, assim, a uma curiosidade da sua mente.” 

Morfologicamente, temos a preposição “por” acompanhada do pronome adjetivo “que”, o qual precede o substantivo “motivo”.

Na frase dada no Desafio número 4, no entanto, não aparece esse substantivo; assim, o “quê”  passa a ser pronome substantivo.

Praticamente, todos os mestres e manuais determinam que, caso ele esteja seguido de sinal de pontuação, deve ser acentuado, pois a pausa é evidente.

- Queria muito saber por quê. (= por que motivo)

- Você tem interesse nesse livro, por quê? (= por que motivo)

Eu, porém, sempre optei por ensinar aos meus alunos que basta uma pausa para fazer o “quê” ser acentuado...

- Preciso saber quando e por quê esse crime foi cometido.

Talvez não seja tão clara, mas, numa fala normal,  existe uma pausa depois do “quê”.

Caparros_Martin.jpg_258117318.jpg